segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Formar 3 seleções e revezá-las para a Olimpíada e Copa América. Só o Brasil pode


O principal campeonato brasileiro viveu uma empolgante rodada com 32 gols marcados, muita movimentação, lances eletrizantes.

Com praticamente um terço da competição ainda é cedo para falar em definições no alto e na parte baixa da tabela, já que muitas equipes crescem no mesmo ritmo em que outras se encolhem.

A nota de destaque da 14ª rodada foi a ascensão do Avaí que saiu do oitavo para o terceiro lugar.

E ainda o Fluminense que aumentou sua vantagem e folga na liderança com a boa vitória sobre o Internacional por 3 a 0.

Como o Colorado está com suas atenções voltadas para o jogo decisivo da Libertadores diante do Chivas na quarta-feira e não jogou completo o Fluminense se serviu.

Leva agora quatro pontos de vantagem sobre o Corinthians que não conseguiu sair de Florianópolis pontuando.

Caiu diante do bom Avaí de Antonio Lopes (3 a 2) e manteve a segunda posição só que um pouco mais distanciado do líder.

Foi um jogo dos mais vibrantes demonstrando o crescimento da equipe catarinense diante de um Corinthians que mesmo fazendo 2 gols sentiu a diferença entre a qualidade de sua meia cancha e seu setor de infantaria.

A partida teve muitos lances discutíveis suscitando reclamações a arbitragem de Péricles Bassols (RJ) e bastaria um pênalti a favor do Corinthians e não marcado para complicar todo trabalho desse juiz.

Ronaldo continua de fora esperando uma melhora física para voltar ao seu eterno rodízio de entrar e sair.

Cotejo dos mais agradáveis foi o que disputaram São Paulo e Cruzeiro no Morumbi onde o clube paulista com alguns jovens valores em destaque realizou um bom primeiro tempo (1x0), mas depois caiu pelo cansaço.

O Cruzeiro conseguiu virar e o São Paulo ainda empatou terminando o jogo num mais do que justo 2x2.

Mesmo sem a vitória e com um técnico jovem e ainda na interinidade (Sérgio Baresi) o São Paulo mostrou Casemiro que poderá vir a ser um substituto à altura para Hernanes.

O Vasco demonstrando que está crescendo com PC Gusmão venceu o Grêmio, que continua caindo.

Impressionante a recuperação vascaína e previsível a queda do Grêmio Prudente que vem se esfacelando em relação ao time que foi tão bem no Paulistão e no começo do BR/10.

Nos jogos noturnos da domingueira o Santos mais uma vez caiu diante do Vitória em Salvador (4x2) tendo o benefício de não ter contado com alguns de seus principais valores para suavizar sua derrota.

De qualquer maneira somente Newmar foi o desfalque já que os demais já (Robinho, André e Wesley) já estão fora do elenco.

Mesmo com a derrota o Santos demonstrou que tem valores para se recuperar a não ser que o desmanche continue.

O Grêmio, em Porto Alegre voltou a sentir o sabor de vencer uma partida conseguindo um 2x0 contra o Goiás que o tirou da região do rebaixamento.

Fluminense (32), Corinthians (28), Avaí (22) e Botafogo (21) são os quatro primeiros enquanto que Atlético PR. (14), Atlétíco MG. (13) Goiás (13) e o outro de Goiás, o Atlético, são aqueles que preenchem a zona de degola.

Nos jogos do sábado o Palmeiras conseguiu seu primeiro triunfo com Felipão (2x0) no Atlético Paranaense, mas não jogou bem.

O Botafogo bateu o outro Atlético lá em Goiás (2x0), o Flamengo suou para dobrar (1x0) ao Ceará e o Galo Mineiro fez 3x1na irregular equipe do Guarani.

O FUTURO DA SELEÇÃO

Já para o início de setembro a seleção brasileira terá que voltar às disputas atendendo a compromissos estabelecidos com o grupo que orienta sua agenda.

A grande corrida para o faturamento e para a definição de uma nova formação iniciada com o cotejo nos Estados Unidos na semana passada não tem ainda itinerário organizado.

O desejo é que efetivamente os jogos possam corresponder aos interesses relacionados à formação de uma equipe que dê continuidade ao que foi iniciado nos Estados Unidos.

O número de jovens valores atualmente em destaque nas mais diversas posições sinaliza para uma série de experiências que poderão ser introduzidas por Mano Menezes.

Dessa forma, e na dinâmica do futebol, não deveremos ter uma formação titular definida nos próximos meses.

Assim os amistosos não serviriam somente para abarrotar os cofres da CBF.

Poderiam ser formadas seleções distintas, duas ou três, sendo que a base principal a ser alcançada na mais jovem seria aquela que representará o país nas próximas olimpíadas.

Isso não impediria que essas seleções experimentais se revezassem nessa sequência de amistosos por todas as partes do Globo, menos no Brasil onde a seleção pouco aparece.

Acho até que deveriam cuidar de mudar esse posicionamento preparando a torcida local para a Copa do Mundo de 2014.

Porque se o torcedor brasileiro continua alimentando o maior amor pela sua seleção a recíproca, pelo menos por parte da CBF não tem correspondido.

OS MENINOS DO BRASIL

Sem nenhum sentido de pesquisa mais aprofundada, apenas num pequeno exercício aleatório e improvisado desfilo alguns nomes que merecem a chance de envergar a camisa amarela.

Alguns já estão sendo testados na fase recém iniciada por Mano Menezes e outros devem merecer sua observação mais acurada.

Como o técnico reiniciou o velho e saudável hábito de ver de corpo presente os jogos do campeonato nacional é de se esperar que a prática até se intensifique.

Eis alguns nomes:

Fábio, goleiro do Cruzeiro, Fernando Henrique, do Fluminense, Breno, na Alemanha, Manoel, e Maicon Leite, do Atlético do Paraná, (Maicon legalmente pertence ao Santos, Réver, recentemente repatriado, Bruno Cesar, Dodô, Elias, Dentinho e Ralf, do Corinthians, Rafinha, no futebol alemão, Denilson, do Arsenal, Arouca, os Tingas, tanto o do Inter como o que o Palmeiras trouxe da Ponte Preta.

Adilson, do Grêmio, Giuliano e Taison, do Inter, Keirrison, agora no Santos, Jonas, do Grêmio, Caio, do Botafogo, Victor, do Palmeiras, Alan, do Fluminense, Netinho, Atlético Paranaense, Renan Oliveira, Atlético Mineiro, Pará, do Santos.

Fagner, do Vasco, Vinicius Pacheco e Phillipe Coutinho, que já estão correndo mundo, Patric, do Avai, Henrique, do Vitória, junto com tantos jovens bem convocados por Mano para o amistoso em New Jersey, outros nem tanto.

Destaco, como exemplo, o jovem goleiro Renan, do Avai que a meu ver será brevemente o dono do posto da seleção principal do país.

Vejam que é uma relação que foi saindo assim de improviso e sem preocupação mais aprofundada que permitiria que outros nomes fossem aqui agregados.

Entendo que há uma necessidade de se criar uma seleção com verdadeira identificação com o país e isso se complica um pouco quando os atletas estão no exterior.

O processo de desmanche que se inicia no Santos, por exemplo, é altamente danoso para os interesses maiores do futebol brasileiro tanto para a seleção como no campeonato nacional.

Precisamos de ídolos jogando por aqui para que nossos estádios recebam platéias numerosas e o campeonato nacional bem como os regionais obtenham valorização em consonância com a potencialidade de nossos jogadores.

Como caminho de saída é livre e não há meios legais (nem morais) para impedir o livre trânsito dos atletas haveria necessidade de uma revisão na Lei Pelé que alicerçasse o direito dos clubes formadores e não permitisse a atual realidade onde os empresários se tornam a cada dia mais os donos de nossos atuais e futuros craques.

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