
Rio - A dividida com Lenílson, atacante do Vitória, na penúltima rodada antes da pausa para a Copa do Mundo custou caro para Rafael. Afinal, além do corte que lhe rendeu sete pontos na testa, o goleiro do Fluminense viu sua vaga de titular cair no colo de Fernando Henrique. A determinação durante as férias para voltar bem aos treinamentos não foi suficiente, pois quando tentou brigar pela posição novamente, a camisa 1 já não lhe pertencia mais.
Frustrado por ter saído do time devido a uma lesão — Muricy Ramalho já confirmou Fernando Henrique no gol contra Grêmio Prudente, quinta-feira —, Rafael acredita que a situação poderia ter sido outra se não tivesse se arriscado.
“Quando um jogador escolhe ser goleiro, sabe que estará sujeito a choques em campo. É claro que preferia não ter me machucado, mas faria tudo novamente. O Fluminense atravessava um bom momento e eu vinha de ótimas atuações”, considerou o goleiro.
Sobre a reserva, Rafael evita entrar em polêmica. “É claro que não gosto da reserva, mas isso não significa que vou ficar de cara amarrada no meu dia a dia e reclamando por aí”, afirmou o jogador, que sempre se mostra disposto durante os treinos. “Não sou de criar mal-estar no clube. Por mais que acredite no meu potencial, respeito a decisão do treinador e o Fernando Henrique, que ganhou a oportunidade”.
BUSCA DA VOLTA POR CIMA
O goleiro busca na sua história motivação para dar a volta por cima. Segundo ele, que chegou como a terceira opção no Tricolor, é hora de trabalhar para mostrar serviço.
“Nunca tive moleza. É só olhar meu início de carreira. Era pedreiro e treinava na escolinha durante as folgas. Assim consegui me tornar um jogador de futebol. Batalhei demais para ter a oportunidade de vestir a camisa de um clube como o Fluminense e, por isso, nunca vou desistir”, finalizou.
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